Sindicatos de policiais civis e penais criticaram hoje o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante um protesto contra a falta de aumento salarial.

O que aconteceu

O ato ocorreu nas ruas da região central da cidade, incluindo a avenida Paulista. Os manifestantes caminharam até a sede da Secretaria de Segurança Pública.

Gritos de “fora, Tarcísio” e “governador mentiroso”. De acordo com os organizadores, a mobilização reuniu associações, entidades e sindicatos de diversas carreiras da segurança pública paulista.

Secretaria da Segurança Pública diz manter diálogo permanente com as entidades. Em nota, a pasta afirma que reconhece a importância do trabalho desempenhado pelas carreiras policiais. A valorização dos profissionais da segurança e o fortalecimento das instituições têm sido prioridades da atual gestão, diz o texto.

Promessas de campanha. Representantes do SITSESP (Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Socioeducativo do Estado de São Paulo) afirmam que as categorias estão insatisfeitas porque o governador não teria feito as mudanças prometidas nas eleições. Entre as pautas estão a valorização profissional, recomposição salarial, e respeito aos direitos adquiridos.

Categoria questiona valor de reajuste divulgado pelo governo de São Paulo. Segundo representantes das entidades, o percentual de 45% anunciado pela Gestão Tarcísio inclui reajustes concedidos ainda na gestão do ex-governador João Doria (então no PSDB), não representando aumento real concedido pela atual administração.

Em nota, o governo de São Paulo afirma que entre 2022 e 2025 os policiais civis e militares acumularam reajuste salarial de 45,2%. Já os policiais penais tiveram aumento acumulado de 54% no mesmo período.

A gestão diz que reforçou os quadros com a contratação de 15 mil novos policiais. Gestão estadual diz ainda que foram foram pagos R$ 1,1 bilhão em bônus e adquiridos quase 17 mil armas, mais de 50 mil coletes, 3,4 mil viaturas, 1 helicóptero e 15 mil câmeras corporais, além da construção ou ampliação de 154 prédios policiais.

Não foi divulgado o número de participantes da manifestação. No final do ano passado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se reuniu com representantes de associações e federações ligadas às forças policiais no Palácio dos Bandeirantes.

Durante o encontro, o governo de São Paulo apresentou plano de reajustes. Gestão falou ainda sobre um panorama das despesas e salários das polícias Militar, Civil e Penal e contratações realizados nos últimos anos. O governador recebeu sugestões das entidades com relação ao plano de carreira, salários e a nova lei orgânica da Polícia Civil.


Fonte: UOL
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