
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro iniciou no dia 25 de maio a implantação de um novo modelo de atendimento ao público em delegacias da capital, da Região Metropolitana e em unidades especializadas. A iniciativa prevê a contratação de recepcionistas e atendentes para realizar o primeiro acolhimento dos cidadãos, permitindo que policiais civis sejam direcionados às atividades-fim da instituição: a investigação criminal.
Nesta primeira etapa, 30 unidades passarão a contar com profissionais capacitados para recepcionar o público e prestar orientações iniciais. O projeto contempla, entre outras, as Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (DEAT), a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), a Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (Deapti) e os Postos Regionais de Polícia Técnico-Científica (PRPTC).
De acordo com a corporação, o objetivo é proporcionar um atendimento mais humanizado à população e, ao mesmo tempo, reduzir a sobrecarga administrativa dos policiais civis, que frequentemente precisam dividir seu tempo entre funções burocráticas e a atividade investigativa.
Para o Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (SIPESP), a medida adotada no Rio de Janeiro demonstra a importância de se estabelecer uma clara divisão entre atividades administrativas e funções policiais, valorizando o trabalho dos investigadores e demais profissionais da Polícia Civil.
“A atividade policial exige dedicação integral à investigação, à produção de inteligência e ao combate à criminalidade. Quando policiais são deslocados para funções meramente administrativas ou de recepção, há perda de efetivo em áreas estratégicas e prejuízo para a eficiência das investigações”, destaca a diretoria do SIPESP.
A Polícia Civil fluminense também anunciou recentemente a implantação da Central de Flagrantes Digital, ferramenta que busca reduzir deslocamentos, agilizar procedimentos e diminuir a burocracia enfrentada tanto por policiais militares quanto por policiais civis.
