
A situação na polícia está cada dia mais intensa. Após recente publicação feita pelo jornal Metrópoles sobre o reforço da segurança em uma delegacia de São Caetano do Sul por conta de uma suposta tentativa de resgate de dois presos investigados por participação no atentado contra um Polícia Militar, o esquema de trabalho de policiais que atuam na região foi alterado – e não para melhor.
Segundo informações, agora, mesmo diante da ressalva do Sindicato sobre o déficit de efetivo e a alta demanda de trabalho enfrentada pela Polícia Civil, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) encaminhou uma escala de plantão, de segunda a segunda, determinando que dois policiais de cada unidade permaneçam à disposição.
Na avaliação do SIPESP, a medida compromete a atividade investigativa, uma vez que os policiais deixam de desempenhar diligências, oitivas, cumprimento de mandados e outras atribuições essenciais para atender ao plantão. Com isso, torna-se ainda mais difícil conciliar as demandas da investigação criminal, gerando prejuízos diretos à eficiência do trabalho policial e, consequentemente, à sociedade, que passa a enfrentar maior demora na elucidação de crimes e na prestação do serviço público.
A proteção das unidades policiais é responsabilidade do Estado e deve ser acompanhada de planejamento, reforço de efetivo e respeito aos direitos dos servidores.
O Sindicato acompanha de perto essa situação e adotará as medidas necessárias junto à Secretaria da Segurança Pública e à Delegacia Geral de Polícia para buscar melhores condições de trabalho aos policiais civis. Caso o problema não seja solucionado pela via administrativa, a entidade avaliará a adoção das medidas judiciais cabíveis.
A atuação do Sindicato tem como objetivo defender os direitos da categoria, combater a sobrecarga de trabalho e cobrar do Estado as condições necessárias para que os policiais civis possam desempenhar suas funções sem serem prejudicados pela falta de efetivo e de estrutura.
