O Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (SIPESP) vem a público manifestar profunda preocupação com a situação enfrentada por policiais civis lotados na Seccional de Osasco, que há mais de 30 dias estão sem fornecimento regular de água potável para consumo.
De acordo com relatos recebidos pelo Sindicato, a ausência de água para beber tem obrigado os próprios servidores a arcarem, com recursos pessoais, com a compra de garrafas e galões, sob pena de ficarem sem acesso a um item básico de sobrevivência durante o expediente de trabalho.
Tradicionalmente, o abastecimento era realizado por meio de processos licitatórios conduzidos pela administração, que garantiam a compra em larga escala e a distribuição igualitária de água para as unidades policiais. No entanto, segundo informações prestadas pela própria Seccional, atualmente não há disponibilidade orçamentária para a aquisição do produto, tampouco previsão de regularização do fornecimento.
A situação causa ainda mais estranheza ao considerar que, entre as seccionais vinculadas ao Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (DEMACRO), a Seccional de Osasco sempre foi reconhecida por sua gestão eficiente, historicamente comprometida em assegurar condições adequadas de trabalho aos seus policiais.
Para o SIPESP, é inadmissível que profissionais responsáveis pela segurança pública da população paulista sejam submetidos a condições tão precárias, especialmente no que se refere ao acesso à água potável. A entidade ressalta que a dignidade no ambiente de trabalho não é um privilégio, mas um direito fundamental do servidor público.
Diante desse cenário, o SIPESP reafirma seu compromisso inegociável com a defesa dos interesses da categoria e informa que já está adotando as medidas cabíveis para cobrar, junto ao Governo do Estado de São Paulo, a imediata regularização do fornecimento de água na Seccional de Osasco.
O SIPESP seguirá acompanhando o caso de perto e não medirá esforços para garantir que os policiais civis tenham asseguradas condições mínimas e dignas para o exercício de suas funções.
