O Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (SIPESP) manifesta repúdio às agressões físicas atribuídas a um delegado da Polícia Civil durante uma confraternização envolvendo policiais da Delegacia Central do município.
De acordo com relatos de policiais civis que preferiram não se identificar, o episódio ocorreu durante uma festa realizada na cidade de Arujá, apesar de os servidores pertencerem à delegacia central do município. O encontro teria sido convocado pelo então delegado titular em Itaquaquecetuba.
Segundo os relatos, o que deveria ser um momento de confraternização terminou em violência. Os policiais afirmam que o delegado teria ingerido grande quantidade de bebida alcoólica e, em seguida, agredido dois colegas: um deles com socos no abdômen e outro com tapas no rosto. A situação gerou indignação generalizada entre os presentes, inclusive entre aqueles que não foram diretamente agredidos.
Ainda conforme os policiais, diante da gravidade dos fatos, houve mobilização dos servidores para discutir a possibilidade de solicitar a chamada “recolha” — procedimento interno que expressa a recusa em continuar trabalhando sob a chefia do delegado envolvido, alegando quebra de confiança e ambiente de trabalho insustentável.
Para o SIPESP, qualquer ato de violência, especialmente praticado por ocupantes de cargos de chefia, é absolutamente incompatível com a função pública e com os princípios que regem a Polícia Civil. O Sindicato destaca que relações hierárquicas devem ser pautadas pelo respeito, profissionalismo e responsabilidade, jamais pelo abuso de poder ou agressões físicas.
O SIPESP defende a apuração rigorosa dos fatos, com garantia do contraditório e da ampla defesa, mas ressalta que episódios como este não podem ser tratados como algo trivial. Caso confirmadas as agressões, o sindicato entende que as medidas administrativas e disciplinares cabíveis devem ser adotadas com a máxima urgência.
O Sindicato e sua diretoria reafirmam o compromisso com a defesa da dignidade, da integridade física e psicológica dos policiais civis, especialmente dos operacionais que atuam diariamente sob forte pressão, e permanecem atentos ao andamento do caso.
