A greve de 2008 é marco histórico nas páginas da PCSP

Hoje, dia 16 de outubro, completamos 11 anos da greve realizada no ano de 2008 e que paralisou cerca de 90% de todo o efetivo da Polícia Civil em todo o estado de São Paulo. O SIPESP orgulha-se desta data.

Os Policiais Civis do estado de São Paulo – entre investigadores, escrivães, peritos e delegados – entraram em greve por tempo indeterminado no dia 16 de setembro, com o pedido de 15% de reajuste salarial em 2008 e 12% para 2009 e 2010, além de equiparação salarial entre os ativos e inativos, reestruturação das carreiras e melhores condições de trabalho. Se aprovada, a iniciativa beneficiaria 35 mil policiais civis de São Paulo, além de cerca de 153 mil policiais militares da ativa, inativos e pensionistas.

Para organizar a categoria, o SIPESP criou a Cartilha da Greve, que continha direcionamentos sobre a realização de registros dos casos de flagrante, captura de procurados e homicídios, por exemplo, entre outros procedimentos. A cartilha, entretanto, ressaltava o uso do bom senso na triagem dos casos e teve papel crucial para o bom andamento e adesão da mobilização.

A força da greve, que durou 59 dias, foi repercutida em toda a mídia nacional por ter mobilizado quase 90% dos policiais civis todo o Estado. A fatídica passeata até o Palácio dos Bandeirantes, onde aconteceu o confronto com a Polícia Militar que feriu 30 policiais civis, contou com a presença de mais de 12 mil pessoas.

Apesar dos esforços do SIPESP, dos demais sindicatos e associações e dos policiais que aderiram à greve, o Governo não cedeu às prerrogativas levadas para debate e a greve terminou, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 13 de novembro. Foram aprovados pela Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) o reajuste de 6,5%, a reestruturação da carreira de delegados e a exigência do nível superior para ingresso nas carreiras de Investigador de Polícia e Escrivães de Polícia.

“Todo ano fazemos questão de relembrar a categoria dessa greve que foi capaz de unir todas as carreiras da Polícia Civil de São Paulo; precisamos lembrar de que unidos temos mais força para avançar com os nossos pedidos e direitos junto ao Governo”, lembrou o presidente do SIPESP, João Batista Rebouças da Silva Neto.

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