Servidores afirmam que obra se limitou a dois furos na garagem, enquanto infiltrações seguem alagando salas de trabalho

O 4º Distrito Policial de São José do Rio Preto voltou a ser alvo de denúncias por condições precárias de trabalho, mesmo após uma suposta “reforma” anunciada para resolver problemas estruturais no prédio. Segundo policiais civis que atuam na unidade, a intervenção realizada se resumiu à abertura de dois furos no telhado, sob a justificativa de facilitar o escoamento da água das chuvas — medida obviamente insuficiente e paliativa.

De acordo com os denunciantes, eles teriam sido informados previamente de que não havia verba suficiente para uma reforma estrutural, e que os recursos disponíveis seriam utilizados apenas para esse serviço mínimo. O resultado, segundo relatos, é que as infiltrações persistem, e as goteiras continuam causando alagamentos em salas administrativas e de trabalho, comprometendo a rotina operacional da unidade.

Um vídeo obtido pela reportagem mostra o impacto direto do problema: água escorrendo pelo teto, poças se formando no interior das dependências e móveis expostos à umidade, enquanto policiais tentam manter o funcionamento da delegacia em meio ao cenário de precariedade.

Denúncia anterior

Isso tudo só reforça o quadro já revelado na matéria anterior publicada pelo SIPESP no início de dezembro de 2025 sobre a precarização das condições de trabalho dos policiais civis da região. Na ocasião, servidores relataram que, além das goteiras recorrentes, e danos estruturais, eles também enfrentam uma redução drástica no número de profissionais em serviço. O quadro da Central, que anteriormente contava com seis policiais por plantão, atualmente opera com apenas três servidores para atender toda a demanda da região.

A diminuição do efetivo e as ameaças constantes de transferência compulsória, inclusive para outras cidades, direcionadas a profissionais que não consigam se adaptar à carga excessiva de trabalho, tem provocado sobrecarga extrema, aumento do estresse e comprometimento da qualidade do atendimento à população, além de impactar diretamente a saúde física e mental dos policiais.

Cobrança por providências

Diante do conjunto de problemas, cresce a cobrança por providências urgentes das autoridades responsáveis, tanto no âmbito da manutenção predial quanto na recomposição do quadro de servidores.

Para os policiais civis da região, as medidas adotadas até agora não resolvem a raiz do problema e evidenciam a necessidade de investimentos reais e políticas efetivas de valorização profissional, sob risco de agravamento das condições de trabalho e prejuízos diretos ao atendimento da população.

O departamento jurídico do SIPESP continua atento e atuando para que, em breve, a diretoria possa se reunir com o secretário de segurança pública, Nico Gonçalves. Clique aqui e leia a matéria.