O SIPESP reafirma seu compromisso com a base e rejeita o atual modelo de proposta de unificação e o modelo de subsídio que o Governo do Estado tenta impor sem a devida transparência.
Diferente de quem cede a pressões, o SIPESP mantém sua independência: não acreditamos neste projeto. Ele ignora as necessidades das classes operacionais e coloca em risco conquistas históricas. Não daremos “cheque em branco” para algo obscuro.
A transição para o subsídio, da forma como está desenhada, é uma armadilha. Ela pune o policial experiente, que dedicou a vida à instituição, ao ameaçar direitos como quinquênios e sexta-parte sob o pretexto de um teto limitador. Basta olhar o retrocesso ocorrido no Espírito Santo para entender o perigo que corremos.

Nossa posição é clara:
Subsídio? Somente se o nivelamento for pelo teto, e não pelo piso.
Modernidade? Sim, mas com valorização real e condições de trabalho, não apenas retórica governamental.
Não aceitaremos o descaso disfarçado de inovação. O SIPESP apoiará apenas medidas que tragam benefícios a todos os policiais civis, melhoria salarial para todas as carreiras, melhorias nas condições de trabalho e recomposição do efetivo.
O SIPESP seguirá combatendo qualquer medida que privilegie o Governo em detrimento do policial. Exigimos respeito, atendimento médico digno e um plano de carreira que faça jus ao sacrifício de cada Investigador de São Paulo.
Ildete Santos
Vice-Presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo
