
Mais uma vez o SIPESP recebeu uma grave denúncia sobre as condições de trabalho do 4º DP de São José do Rio Preto. A unidade enfrenta uma situação crítica que ameaça tanto a saúde dos policiais civis quanto a qualidade do atendimento à população.
De acordo com relatos, o prédio apresenta goteiras, infiltrações e risco de desabamento do teto, especialmente durante os períodos de chuva. A umidade constante deteriora a estrutura e expõe servidores e cidadãos a perigo iminente.
Falta de efetivo
Além das condições físicas alarmantes, os policiais convivem com uma drástica redução de efetivo. O quadro da Central, que anteriormente contava com seis profissionais por plantão, hoje opera com apenas três policiais para atender toda a demanda — um corte pela metade que tornou o trabalho praticamente insustentável.
Com isso, investigadores e agentes policiais vêm sendo obrigados a acumular funções e realizar procedimentos que deveriam ser desempenhados por equipes completas, incluindo:
- conduzir flagrantes sem escrivão;
- realizar oitivas sozinhos;
- providenciar apreensão de objetos e valores;
- atender simultaneamente ocorrências complexas;
- trabalhar sem pausas adequadas para descanso e alimentação.
A consequência direta é que a população quase não consegue ser atendida — não por falta de empenho dos policiais, mas pela absoluta impossibilidade de atender à demanda com o quadro reduzido e condições tão precárias. Atendimentos passam a ser feitos “no limite do possível”, com tempo cronometrado, colocando em risco a eficácia do trabalho policial e a segurança jurídica dos procedimentos.
Trabalhando sob ameaça
Para agravar ainda mais a situação, policiais relataram que a Seccional de São José do Rio Preto estaria ameaçando transferir, inclusive para outras cidades, servidores que não se adaptarem à sobrecarga imposta. O clima é de temor e insegurança entre todos.
O SIPESP considera inaceitável que profissionais essenciais para a segurança pública sejam submetidos a tamanha precarização e cobra providências imediatas da Administração Superior da Polícia Civil e do Governo do Estado. É urgente garantir:
- condições mínimas de infraestrutura;
- recomposição do efetivo;
- respeito às atribuições de cada carreira;
- proteção à saúde física e mental dos policiais;
- atendimento digno à população.
O Sindicato seguirá acompanhando o caso de perto, prestando apoio aos servidores e adotando todas as medidas necessárias para assegurar seus direitos e denunciar publicamente mais esse episódio de abandono da Polícia Civil no estado de São Paulo.
Quer denunciar? Utilize o Canal de Denúncias – SIPESP
Use o formulário abaixo para registrar denúncias totalmente anônimas sobre condições de trabalho, escalas irregulares, falta de efetivo, problemas estruturais, viaturas, assédio ou qualquer irregularidade na unidade policial.
Você pode enviar fotos, vídeos e documentos para comprovar a situação. Nenhum dado pessoal é solicitado ou armazenado.
Seu relato é sigiloso. Sua segurança é prioridade.
Mais informações, fale conosco pelo WhatsApp: (11) 96250-9815. Para enviar fotos e vídeos, encaminhe pelo e-mail sipesp@sipesp.org.br.
