
O Sindicato fez inúmeras denúncias em 2025 e pretende fazer com que os policiais se sintam ainda mais seguros em expor suas agruras, de forma anônima, diretamente pelo site, no CANAL DE DENÚNCIAS.
O Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (SIPESP), ao lado das entidades que compõem o Fórum Resiste-SP, está consolidando uma ampla operação de fiscalização das condições de trabalho na Polícia Civil. A iniciativa do SIPESP, que já conta com um fluxo organizado de recebimento de denúncias, ganhou novos contornos durante reunião realizada com representantes de diversas carreiras, que relataram situações graves tanto no âmbito funcional quanto material.
Um dos direcionamentos do encontro do Resiste-SP foi priorizar visitas de fiscalização às unidades que já possuem denúncias consistentes.
Denúncias já vêm sendo coletadas pelo SIPESP
Durante a reunião realizada nesta segunda-feira (8/12), os dirigentes reforçaram que o SIPESP e demais entidades já estão recebendo denúncias há meses, compilando informações que agora servirão como base para a operação estadual. Um dos relatos apresentados—com registros fotográficos e levantamento documental—aponta a existência de viaturas com mais de 20 anos de uso, pneus carecas, extintores vencidos e condições de circulação incompatíveis com o Código de Trânsito Brasileiro.
Além das condições dos veículos, o sindicato também já havia registrado denúncias referentes a:
- Delegacias funcionando com instalações precárias;
- Problemas estruturais, como rachaduras e ausência de manutenção;
- Delegacias sem ar-condicionado ou com aparelhos inoperantes;
- Unidades que operam com apenas um policial por turno, colocando servidores e população em risco;
- Delegacias fechadas durante a noite por falta de efetivo;
- Carceragens ativas, mas sem condições mínimas de funcionamento, com plantões reduzidos cuidando de mais de 20 detentos.
No entanto, durante a reunião, o secretário geral do SIPESP, Joraci de Campos, ressaltou que o SIPESP já fez várias denúncias em 2025 e que muitas das delegacias fazem parte das denúncias, já estão em processo de regularização”.
Confira algumas denúncias:
> Denúncia em Campos do Jordão
> Denúncia em São José dos Campos
Precariedade funcional: jornadas excessivas e servidores sozinhos
No campo funcional, a situação não é menos preocupante. Além das escalas que ultrapassam 40 horas semanais, foi destacado que muitos policiais civis estão cumprindo plantões sozinhos, principalmente no interior e litoral do estado.
A prática, considerada irregular e perigosa, já foi denunciada repetidamente ao sindicato, que reforça a necessidade de registrar todos os casos para fundamentar cobranças institucionais.
Confira mais algumas denúncias relacionadas:
Embora o déficit de policiais continue sendo pauta recorrente, representantes alertam que o governo tem usado as recentes nomeações como argumento de que o problema estaria sendo resolvido. Para o SIPESP, o foco deve estar na “evasão alarmante” e na incapacidade do Estado de repor aposentadorias e mortes — um cenário que agrava a sobrecarga e compromete o serviço à população.
Denúncia com anonimato e múltiplos canais de denúncia
A reunião também destacou a importância de garantir anonimato absoluto aos policiais que fizerem denúncias, devido ao medo de represálias. O SIPESP já recebe relatos por pelo CANAL DE DENÚNCIAS (clique aqui e confira) do site para facilitar o envio e a organização das informações.
Com relação ao Fórum Resiste-SP, os representantes das demais entidades optaram pelos seguintes passos:
- Um e-mail oficial do Resiste-SP para denúncias anônimas;
- Disponibilizar telefones e WhatsApp das entidades e seus representantes regionais;
- Um formulário sigiloso via Google Forms, criado exclusivamente para a operação.
De acordo com o coordenador do Fórum Resiste-SP, André Pereira, o formulário gerado pelo movimento permitirá selecionar tipos de irregularidades, anexar descrições e indicar a unidade policial envolvida — sempre sem identificação do denunciante. Os dados compilados gerarão gráficos e estatísticas que fortalecerão a fiscalização presencial nas unidades.
